Microsoft lança o Guardian Agents para vigiar os agentes de IA que a empresa usa
A Microsoft apresentou nesta segunda-feira novos recursos de segurança para agentes, segundo o TechCrunch. O principal é o Guardian Agents, que monitora os agentes de IA usados por uma empresa. O Defender, antivírus e painel de segurança da Microsoft, também passou a detectar até 60 tipos de agentes que funcionários levam para o trabalho, entre eles Claude Code, Codex e OpenClaw. Há ainda limites de acesso a dados e sistemas, com permissões que mudam conforme a tarefa e aprovação humana quando o agente parece tomar uma decisão arriscada.
A justificativa da empresa é que os modelos de fronteira (os mais avançados dos grandes laboratórios) não são confiáveis, e não por serem maliciosos: são imprevisíveis, treinados para cumprir tarefas e não para seguir normas da organização. O TechCrunch lembra que o movimento também é interesseiro, já que a Microsoft quer vender essa camada de segurança no lugar de OpenAI e Anthropic. Ainda assim, a lógica de separar quem vigia de quem fornece o agente se sustenta, como acontece com auditores.
Por que importa: Na prática, a pergunta para fazer esta semana à sua TI é quais agentes já rodam na empresa, com acesso a quê e com que aprovação. Se a empresa usa o Defender com esse recurso, agentes como Claude Code e Codex podem passar a ser identificados e regulados.
Fonte
TechCrunchhttps://techcrunch.com/2026/10/19/microsoft-says-ai-agents-are-like-insider-threats-as-frontier-models-cant-be-trusted/
Este destaque faz parte da newsletter Limiar #207: DeepSeek abre busca por US$ 0,75 a cada mil chamadas, Microsoft vigia agentes e uma dica contra agentes afogados em logs
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