Doximity testa nove modelos e diz que ao menos 2,3% das doses de remédios saíram erradas
A Doximity, plataforma de médicos nos EUA, publicou em 29 de outubro um teste com nove modelos de linguagem populares, todos lançados em 2026, em mais de 8 mil perguntas sobre dosagem de 2.204 medicamentos. Pelo cálculo da empresa, ao menos 2,3% das doses estavam erradas. Entre os erros, 43,8% foram considerados graves e 3,4% potencialmente letais. O problema mais comum foi não ajustar a dose a idade, peso ou função renal e hepática, mesmo com esses dados no pedido.
Segundo a empresa, remédios aprovados a partir de 2024 tiveram 5,1 vezes mais chance de erro. Um em cada cinco erros mais graves envolveu unidade ou casa decimal, como trocar mcg por mg. Junto com o estudo, a Doximity lançou o DoseCheck, que compara cada dose citada pela IA com uma base de dados fixa de medicamentos (sem usar outro modelo para revisar o primeiro) e mostra um selo verde quando bate. Atenção: o teste é da própria empresa, que vende a solução, e a redação leu só o relato dela, não o estudo completo.
Por que importa: A lição vale além da medicina: número, unidade e data que a IA entrega devem ser conferidos numa fonte fixa, como bula, tabela ou contrato. A resposta vem fluente e plausível, e isso é justamente o que faz o erro passar numa leitura rápida. Nunca use dose gerada por IA sem checar na referência oficial.
Fonte
blog.doximity.comhttps://blog.doximity.com/articles/over-2-of-llm-doses-are-wrong-some-can-be-lethal
Este destaque faz parte da newsletter Limiar #219: Gemini edita arquivos no chat, IAs erram ao menos 2,3% das doses em teste da Doximity e publishers vendem anúncios só para agentes
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