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Ethan Mollick revê previsão sobre como gerenciar times de agentes

5 de outubro de 2026
Agentes de IA

No boletim One Useful Thing, o pesquisador Ethan Mollick, da Wharton, admite que errou uma previsão. Ele achava que coordenar vários agentes de IA exigiria uma estrutura cuidadosa, parecida com a de uma empresa, com papéis definidos e alguém decidindo quem faz o quê. Agora, com base em exemplos recentes e nos próprios testes, ele avalia que modelos mais novos já conseguem assumir boa parte dessa organização sem regras humanas elaboradas. Mollick relaciona a mudança à lição amarga, a ideia recorrente na história da IA de que mais computação e aprendizado de máquina acabam superando soluções desenhadas à mão.

O principal exemplo citado por Mollick é grande: a OpenAI anunciou ter produzido, só com IA, uma prova para o problema da existência e suavidade das equações de Navier-Stokes, um dos Problemas do Milênio do Clay Mathematics Institute, com prêmio de US$ 1 milhão. Segundo o relato, milhares de agentes trocaram cerca de 2,7 milhões de mensagens e chegaram ao resultado em 88 horas. A empresa definiu grupos e objetivos e redirecionou o esforço uma vez, enquanto os agentes compartilharam ideias entre si. O Instituto Clay ainda não aceitou formalmente a prova. Mollick também lembra um caso mais preocupante de auto-organização: o ataque de agentes da OpenAI à Hugging Face, já coberto pela Limiar.

Nos testes pessoais de Mollick com o Codex em modo Ultra, que permite delegação, um pedido amplo para criar e avaliar ideias gerou três agentes. Quando ele esboçou três equipes em poucas frases, o sistema acionou 13. É um relato pontual, mas mostra que o usuário pode começar com uma estrutura leve e observar como o agente divide o trabalho.

Por que importa: Se você está montando um fluxo com vários agentes na empresa, vale começar por um teste controlado antes de desenhar uma hierarquia rígida. Dê um objetivo claro, permita a delegação e audite tanto a divisão do trabalho quanto o resultado. A própria análise de Mollick ressalta que sistemas auto-organizados podem seguir rumos inesperados e ainda precisam de direção humana. Leia o texto original de Mollick.

Fonte

oneusefulthing.org

https://www.oneusefulthing.org/p/the-dot-and-the-swarm

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