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Limiar #220: OpenAI junta limites de ChatGPT e Codex, Apple Watch testa resumos e Anthropic muda política de uso

3 de novembro de 2026·5 min de leitura

A OpenAI vai juntar os limites de uso do ChatGPT e do Codex em dezembro, e o Apple Watch testa em beta recursos para rever e resumir conversas. A Anthropic muda sua política de uso em 12 de novembro. No Radar: Claude Code barra clones de jogos, o New York Times e outros jornais processam o Brave, e Garry Tan revela gasto de até US$ 200 mil por ano com tokens.

🔥 Top 3 do Dia

OpenAI vai juntar os limites de uso do ChatGPT e do Codex em dezembro

Segundo o Crypto Briefing, a partir de dezembro quem assina os planos Plus, Pro ou Business terá um único saldo de uso para chat e para o Codex, o agente de programação da OpenAI. O saldo é medido em créditos por milhão de tokens (os pedaços de texto que o modelo lê e escreve). A newsletter The Neuron registra que a OpenAI confirmou o saldo único e que as conversas no modo Instant ficam fora da conta.

Na prática, uma tarde pesada de Codex passa a consumir o mesmo saldo que você gastaria pedindo ao ChatGPT para reescrever e-mails. Os planos Plus e Business têm limite de 5 horas, o Pro não, mas pode ter teto semanal, e ainda não está claro como esses tetos vão conviver com o saldo combinado. A OpenAI já mexeu nos limites várias vezes neste ano, então os números podem mudar de novo.

Por que importa: Se você divide o tempo entre conversar e programar com IA, comece já a observar qual atividade consome mais. Em equipes, vale combinar quem usa o Codex antes que o uso intenso de programação esvazie o saldo de quem só usa o chat.

Apple Watch testa em beta recursos para rever e resumir conversas

De acordo com o TechCrunch, o Audio Intelligence do Apple Watch começou a rodar em beta para desenvolvedores, no iOS 27.3. São quatro recursos opcionais, entre eles o Live Rewind e o Siri Recaps. No Live Rewind, um duplo toque na coroa digital mostra em texto os últimos 15 segundos do que foi dito, e o trecho some em 30 segundos se você não salvar. O Siri Recaps gera um resumo curto, com tópicos como datas, prazos e valores, sem transcrição literal.

A Apple diz que não guarda o áudio bruto nem identifica quem falou, e que os resumos não revisados somem em sete dias. O processamento usa o iPhone e a Private Cloud Compute, a nuvem da Apple desenhada para privacidade. Um aviso sonoro e uma animação sinalizam quando o relógio registra algo. Os recursos valem para o Series 12 e o Ultra 4, e a matéria não informa quando nem se chegam ao Brasil.

Por que importa: Para quem vive de reunião, é anotação por IA no pulso, sem abrir o computador. Mas registrar a fala de terceiros é sensível: antes de ativar no trabalho, avise os presentes e confira a política da sua empresa.

Anthropic muda a política de uso em 12 de novembro e detalha regras para saúde, finanças e agentes

A nova versão da Usage Policy da Anthropic foi publicada em 8 de outubro e passa a valer em 12 de novembro. A empresa diz que a maior parte das mudanças só esclarece regras existentes. Há uma seção nova sobre atividade enganosa (como redes de contas falsas), regras mais explícitas sobre armas e vigilância e a proibição de abuso cruel e prolongado contra os modelos, aplicada só em casos extremos, em que o Claude pode encerrar a conversa.

A parte mais útil para empresas é a seção de alto risco. Quando o uso afeta saúde, direitos legais, finanças, sustento ou acesso a serviços essenciais, a política exige um humano qualificado, com autoridade para revisar e alterar as recomendações do Claude, e que a pessoa afetada seja informada de que houve IA. Esses requisitos não mudaram, mas o texto foi reescrito para listar o que está coberto. Também há exigências novas para o Claude conectado a equipamentos físicos.

Por que importa: Se sua empresa usa o Claude em triagem, crédito, RH ou atendimento, releia essa seção antes de 12 de novembro e confirme que existe revisor humano e aviso ao cliente. O mesmo roteiro serve como checklist para qualquer outra ferramenta de IA.

📡 Radar

Claude Code passa a barrar clones de jogos específicos

Segundo o The Verge, a Anthropic acrescentou duas frases ao prompt de sistema do Claude Code no Opus 5.5 para evitar a recriação de um jogo existente, porque violar propriedade intelectual contraria a política de uso. Addy Osmani, da empresa, disse que jogos originais, de um gênero e feitos com seus próprios designs e assets devem continuar funcionando, e pediu que quem for barrado por engano o procure.

New York Times e outros jornais processam o navegador Brave

De acordo com o The Verge, as ações acusam a Brave Software de coletar conteúdo sem permissão, vender acesso ao seu índice a empresas de IA como Anthropic, Perplexity, Mistral, xAI e Cohere, e de oferecer um bloqueador de paywall que contorna a assinatura. São alegações dos autores, e a Brave não havia respondido até a publicação. Quem usa o navegador ou a busca da Brave em fluxos de pesquisa deve acompanhar o caso.

Garry Tan, do Y Combinator, diz gastar até US$ 200 mil por ano com tokens

Em entrevista citada pelo TechCrunch, o CEO do Y Combinator afirma que seus agentes já leram seus e-mails, seu Dropbox e suas notas, e que ele compartilhou no GitHub um conjunto de 23 skills do Claude Code, o gstack. Ele mesmo diz que o custo ainda é alto demais para o agente pessoal virar produto de massa.

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Lars Janér

Lars Janér — Empreendedor, investidor e entusiasta de IA. Construindo na fronteira entre tecnologia e negócios.

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