O Gemini no Android Auto passa a consultar Gmail, Agenda e Fotos se você ativar o Personal Intelligence, o Lightroom mobile ganha um toque para abrir olhos fechados e o Spotify diz ter retirado das recomendações mais de 50 milhões de faixas de IA. No Radar: Meta pausa o compartilhamento de conversas do Muse, Anthropic apresenta um rascunho de lei de segurança e o Financial Times traz o OpenEvidence entre médicos dos EUA.
🔥 Top 3 do Dia
Gemini no carro pode usar seu Gmail, sua Agenda e suas fotos, se você ativar
O Google está levando o Personal Intelligence ao Gemini no Android Auto e em carros com Google integrado. Com isso, o assistente pode puxar informações de Gmail, Agenda, Maps, Fotos, YouTube e Busca enquanto você dirige, segundo o The Verge.
Os exemplos dados pelo Google: perguntar o status do voo a caminho do aeroporto (o Gemini lê a confirmação no Gmail), pedir para ir à consulta médica sem digitar o endereço, ou achar o lava-rápido de uma foto tirada na semana passada e navegar até lá. O recurso só conecta seus apps se você ligar o Personal Intelligence e só personaliza respostas com o celular conectado ao carro. Sem ativar, navegação, música e chamadas continuam funcionando. Começa a chegar hoje ao Android Auto; nos carros com Google integrado, nos próximos meses.
Por que importa: Para quem passa horas no trânsito, isso transforma o carro em uma extensão da agenda. O custo é dar ao assistente acesso a e-mail e fotos, então vale decidir conscientemente se você liga a opção.
Lightroom mobile ganha toque único para abrir olhos fechados em fotos
A Adobe adicionou ao Lightroom para iOS, iPadOS e Android a ação rápida Open Eyes. Quando o app detecta uma pessoa com os olhos fechados, mostra um ícone sobre a foto e, com um toque, usa IA generativa para abri-los, de acordo com o The Verge.
A diferença para o Photoshop Elements, que faz algo parecido há quase uma década, é que ele troca os olhos por os de outra foto, com resultado irregular. Aqui a IA gera olhos que combinam com luz e pose, e usa outras fotos da mesma pessoa na sua biblioteca como referência de cor, tamanho e formato. Na versão gratuita do app, você pode testar duas vezes antes de ser levado a assinar um plano Creative Cloud com mais créditos de IA.
Por que importa: Quem tira foto de equipe, evento ou família ganha um resgate de imagem em segundos. Como o app usa a sua biblioteca como referência, confira o resultado antes de publicar: rosto editado por IA pode ficar estranho.
Spotify diz ter tirado mais de 50 milhões de faixas de IA das recomendações
O Spotify diz ter removido das recomendações, no último ano, mais de 50 milhões de músicas que considera lixo ou spam gerado por IA, e ter ajustado o sistema para destacar mais música de artistas humanos, segundo o The Verge. Para identificar essas faixas, a empresa diz combinar engajamento e feedback dos ouvintes, padrões de upload, metadados e ferramentas externas de detecção de IA.
O Spotify não exige rótulo em todas as faixas de IA, mas criou um selo chamado AI Persona para artistas com identidade artificial, e não recomenda música desses perfis. Outras plataformas adotam linha mais dura: o YouTube Music rotula, o Deezer oferece filtro e o Bandcamp proíbe música de IA.
Por que importa: O filtro não proíbe música feita com IA, mas mostra que as plataformas estão criando regras próprias para a recomendação. Para quem distribui conteúdo, a consequência prática é acompanhar as regras de cada plataforma, porque os critérios de recomendação mudam.
📡 Radar
Meta pausa o compartilhamento de conversas do Muse após pesquisadores acharem chats expostos
A empresa de segurança Claroc diz ter encontrado mais de 6.800 links do Muse em registros públicos de DNS (o diretório que traduz endereços na internet), porque o link era montado a partir do título da conversa. Ao consultar esses links, os pesquisadores viram centenas de conversas, entre elas uma revisão de receita e um pedido de empréstimo. A Meta pausou a função, segundo o The Verge. Lição prática: antes de compartilhar qualquer conversa de IA por link, assuma que ela pode ser achada e não inclua dados sensíveis.
Anthropic apresenta rascunho de lei federal para segurança de IA nos EUA
Segundo o TechCrunch, que cita a Politico, o rascunho permitiria pedir à Justiça o bloqueio da liberação de um modelo se houver risco iminente de mais de 50 mortes ou de mais de US$ 1 bilhão em danos à propriedade. Uma agência não poderia interromper a distribuição sozinha. Avaliadores independentes registrados no Departamento de Comércio poderiam fazer a análise. É uma proposta em discussão, sem efeito imediato fora dos EUA.
Financial Times mostra o OpenEvidence, chatbot com anúncios usado por médicos nos EUA
De acordo com o Financial Times, o fundador da startup avaliada em US$ 15 bilhões diz que dois terços dos médicos americanos usam a ferramenta, que é financiada por publicidade, o que abre debate sobre o cuidado com o paciente. A redação leu apenas o resumo público da matéria.