Um repórter do The Verge instalou um agente e um modelo de IA que rodam no próprio Mac e mostra o que funcionou e o que quebrou. O Google lançou o Playground para criar jogos por conversa, e executivos de voz dizem que o setor ainda não teve seu momento ChatGPT.
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The Verge testa IA local com Hermes Agent e Qwen e relata o que funciona e o que quebra
O revisor de laptops Antonio G. Di Benedetto começou um diário de testes de IA rodando na própria máquina, segundo o The Verge. Ele instalou o Hermes Agent (app de agente de código aberto, gratuito com modelos locais) num Mac Studio com 256 GB de memória e escolheu o Qwen 3.8 Flash Next, modelo de 125 bilhões de parâmetros (a medida de tamanho do modelo) que ocupa cerca de 105 GB. Ele também ligou o agente ao celular por um bot do Telegram.
As tarefas foram pequenas e concretas. Um resumo matinal de e-mail e agenda, agendado como cron job (tarefa automática com hora marcada), falhou até ele descobrir que o Mac não podia estar em repouso às 7h30. O agente também organizou mais de 400 jogos da biblioteca Steam por gênero, usando uma chave de API que ele revogou em seguida, e analisou planilhas financeiras e comparou especificações de um laptop sob embargo. Esses dois últimos usos, segundo o autor, ele não confiaria a um serviço de nuvem.
Por que importa: A lição é a ordem de grandeza. Você não precisa de um computador de US$ 12.000 para o resumo matinal, e o próprio autor reconhece que o agente quebrou várias vezes. Se você lida com dados de clientes ou documentos confidenciais, vale testar uma tarefa pequena e repetitiva localmente, dar ao agente só a permissão necessária e revogar a chave depois.
Google lança o Playground para criar jogos de navegador por conversa
O Google anunciou na quarta-feira (7) o Playground, plataforma de navegador em que você descreve um jogo em linguagem natural e a IA o constrói, segundo o Gizmodo. Dá para partir do zero, usar prompts iniciais ou receber ajuda guiada, e depois pedir ajustes de física, regras, personagens e cenário. Os jogos podem ficar privados, ser compartilhados por link ou publicados numa galeria.
Um porta-voz do Google disse ao Verge que a ferramenta usa os modelos Gemini, Nano Banana e Lyria. O lançamento é nos EUA, para maiores de 18 anos. Quem quiser só jogar já pode, mas a ferramenta de criação está sendo liberada aos poucos, com acesso antecipado e mais tokens (unidade de uso) por semana para assinantes do Google One AI. O Gizmodo nota que os jogos publicados até agora são simples, como quebra-cabeças e tower defense (jogo de defender uma posição). Uma versão mais avançada, o Unity Spark, entra em beta fechado ainda este ano.
Por que importa: Para quem trabalha com educação, marketing ou treinamento, é um jeito rápido de prototipar um jogo simples sem programar. Por ora, a disponibilidade restrita aos EUA e o resultado básico limitam o uso real, então trate como experimento.
Executivos de voz com IA dizem que o setor ainda não viveu seu momento ChatGPT
O CTO da PolyAI, Shawn Wen, disse no evento HumanX que os modelos full-duplex (que falam enquanto ouvem você) já existem, mas o próximo desafio é raciocinar rápido o bastante para a conversa soar natural, relata o TechCrunch. Ele afirma que o reconhecimento automático de fala (ASR, a transcrição feita por IA) costuma errar palavras-chave, o que compromete o contexto de todo o fluxo.
Alex Gay, CMO do Otter, concorda: se a transcrição não for precisa, as ações automáticas que vêm depois ficam erradas, e a plataforma perde a confiança do usuário. Os dois também defendem transparência: avisar quando a reunião está sendo gravada ou quando a pessoa fala com uma IA.
Por que importa: Se você usa resumos de reunião ou atendimento por voz, confira nomes, números e decisões na transcrição antes de agir sobre ela. E avise os participantes quando houver gravação ou IA na linha.
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