O ChatGPT passa a responder com gráficos, formulários e ferramentas interativas junto com o GPT-6. A Microsoft mostra um Copilot que deve usar arquivos locais do PC para agir no Windows, e o Muse, da Meta, chega ao iPad com novos conectores para trabalho.
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ChatGPT passa a responder com gráficos, formulários e ferramentas interativas no GPT-6
A OpenAI lançou o Intelligent UI, recurso do ChatGPT que combina o texto da resposta com diagramas, gráficos, formulários e botões clicáveis. A OpenAI afirma ter treinado o GPT-6 para decidir quando usar uma visualização em vez de texto e como formatá-la. Nos exemplos da empresa, uma pergunta sobre uma bicicleta de sete marchas gera um diagrama com botões que destacam cada peça.
O ponto mais útil para o trabalho: você pode pedir ferramentas pequenas, como calculadora de aposentadoria ou divisor de contas, e elas aparecem prontas dentro da própria conversa. O GPT-6 também melhora as buscas na web e entrega respostas parciais mais rápido enquanto reúne informações. A liberação começou quarta para Plus, Pro, Business e Enterprise (com o modelo GPT-6 Sol) e chega nesta quinta aos planos Go e gratuito (com o GPT-6 Luna, mais enxuto).
Por que importa: Simulações e calculadoras sob demanda tiram o trabalho de montar planilha para uma conta rápida. Teste hoje com um caso seu (um orçamento, uma projeção) e confira os números, porque visual bonito não garante conta certa.
Microsoft mostra Copilot que deve usar arquivos do PC para agir no Windows
No evento do Windows e do Surface, a Microsoft mostrou uma atualização que deve dar ao Copilot acesso a arquivos locais do PC para executar ações no sistema operacional. A base é o que a empresa chama de Hybrid Intelligence, uma mistura de modelos de IA rodando no seu computador e na nuvem para resolver tarefas com eficiência.
Na demonstração, o executivo Jacob Andreou pediu ao agente Autopilot que atendesse ao contador sobre o imposto de renda. O agente procurou em várias pastas, renomeou os documentos, compactou tudo e redigiu o e-mail com o arquivo anexado. Os recursos devem chegar ao Copilot nos próximos meses, e uma nova busca do Windows 11, que executa ações rápidas como ajustar o volume do microfone, sai neste outono do hemisfério norte.
Por que importa: Organizar documentos para contador, cliente ou auditoria é tarefa comum, e agentes assim podem ajudar nela. Quando o recurso chegar, comece por uma pasta de teste e revise o e-mail e os anexos antes de enviar.
Muse, agente da Meta, chega ao iPad com conectores para ferramentas de trabalho
A Meta lançou um app do Muse para iPad, um mês depois da estreia no iPhone e no Android. Segundo estimativas da Sensor Tower citadas pelo TechCrunch, o app passou de 6,6 milhões de instalações desde 8 de setembro. Ele conecta suas contas para acompanhar e-mail, reuniões e contas, e executa tarefas como reservar, pedir mercado e comprar.
A lista de conectores (integrações com outros serviços) cresceu com opções voltadas a pequenos negócios: Asana, Canva, Dropbox, Figma, QuickBooks, GitHub, Klaviyo, Zoom, além de Notion, Granola e contas de anúncios da Meta. Você escolhe quais conectar. A Meta também trabalha com parceiros em um padrão aberto para agentes se identificarem aos sites, já que muitos os bloqueiam por confundi-los com robôs.
Por que importa: Para quem toca um negócio pequeno, é mais uma opção de agente que já conversa com as ferramentas do dia a dia. A regra prática é conectar só o que você aceitaria ver um assistente mexendo sozinho, e começar por leitura antes de liberar compras.
📡 Radar
Nous Research capta US$ 90 milhões e lança agentes para empresas
A desenvolvedora do Hermes Agent, de código aberto, confirmou uma rodada Série B de US$ 90 milhões, com avaliação de US$ 1,5 bilhão, e lançou o Hermes for Businesses, para empresas implantarem agentes personalizados que cuidam de fluxos de várias etapas mantendo os dados privados. A própria startup estima que o Hermes Agent já foi clonado mais de 24 milhões de vezes.
Teste põe modelos de linguagem para dirigir um carro de verdade
Três engenheiros conectaram câmeras e a direção de um Toyota Corolla a modelos de IA, com um motorista de segurança a postos, segundo a Wired. Só o GPT-6 Astra completou o percurso de teste, e bem devagar; o Claude chegou a 45% e o Grok a 11%. O experimento indica noção física crescente nos modelos, mas ainda longe de passar numa prova de direção.