O Google restringe o Gemini gratuito ao Flash Lite a partir de sexta, a Mistral lança em prévia o Large 4 de pesos abertos e agentes pessoais enfrentam bloqueios de sites. No Radar: PolicyLM-1.7B, Hark Pro e a avaliação da Common Sense sobre o ChatGPT para adolescentes.
🔥 Top 3 do Dia
Google limita o Gemini gratuito ao Flash Lite a partir de 9 de outubro
Segundo o The Verge, quem usa o Gemini no plano gratuito passa a ter só o modelo Flash Lite a partir de sexta. Hoje o usuário grátis escolhe entre Flash Lite, Flash e Pro. O Flash padrão passa a exigir o Google AI Plus, de US$ 4,99 por mês.
O AI Plus também perde o Gemini Pro. O Pro e o modo de raciocínio avançado Deep Think ficam restritos aos planos AI Pro (US$ 19,99) e Ultra (US$ 99,99). Os níveis de esforço baixo, médio e alto continuam disponíveis, mas os mais altos consomem o limite de uso mais rápido.
Por que importa: Se você ou seu time usam o Gemini grátis para rascunhos, análises ou resumos mais longos, vale testar o Flash Lite nas suas tarefas antes de sexta e decidir quais justificam pagar. Para trabalho que dependa do Pro, o salto de preço é grande, então compare com outras opções antes de assinar.
Mistral lança em prévia o Large 4, modelo aberto de 1 trilhão de parâmetros
A francesa Mistral apresentou o Mistral Large 4, apelidado de Le Chonk, modelo de 1 trilhão de parâmetros que qualquer pessoa pode usar e customizar, segundo a Wired. Ele está em prévia, com versão final prevista até o fim do mês. A empresa diz que é o modelo de pesos abertos (os parâmetros ficam disponíveis para baixar e adaptar) mais capaz fora da China e que está muito perto de alguns modelos proprietários.
O modelo foi otimizado para código e ciberdefesa, além de tarefas de nichos como manufatura, finanças e engenharia elétrica. O cofundador Guillaume Lample afirma que há muitas áreas em que os outros laboratórios não vão focar. Vale lembrar que a comparação de desempenho é alegação da própria Mistral, ainda sem teste independente.
Por que importa: Para empresas brasileiras que precisam manter dados sob controle, um modelo aberto de ponta é uma alternativa às APIs fechadas. Um modelo desse tamanho exige infraestrutura pesada para rodar por conta própria, então o caminho mais provável é usá-lo por meio de provedores de nuvem.
Agentes pessoais esbarram em sites que não deixam eles entrarem
Agentes como Muse, Instinct e Dots prometem comprar, reservar voos e mesas, mas o TechCrunch mostra que muitos sites barram esse tráfego. A Amazon passou a bloquear o Muse, da Meta. A Yelp só aceita agentes que paguem por licenciamento de dados, a Delta diz que protege clientes de atividade automatizada não autorizada e os termos da United proíbem robôs sem permissão.
Nem todo bloqueio é intencional. O Walmart, parceiro da Meta, diz que as falhas em compras via Muse não são propositais: a verificação de que o visitante é humano derruba o agente se o fluxo for interrompido. Meta, Walmart, Stripe e outras empresas começaram a trabalhar num padrão aberto para a comunicação entre agentes e negócios no comércio online.
Por que importa: Se você terceiriza compras, viagens ou reservas para um agente, espere falhas e confira o resultado antes de contar com ele. Para quem tem e-commerce ou serviço online, decidir como tratar agentes legítimos (bloquear, liberar ou cobrar) virou uma escolha de negócio.
📡 Radar
Musubi lança modelo aberto que aplica regras de moderação em menos de 50 milissegundos
O PolicyLM-1.7B, de pesos abertos, recebe uma política de conteúdo escrita em inglês simples e a aplica a mensagens em tempo real, sem novo treinamento quando a regra muda, conforme o TechCrunch. Por ser um modelo de decisão (que responde sim ou não em vez de gerar texto), roda mais rápido e barato que um LLM. Útil para quem modera comunidades ou comentários.
Hark Pro chega como assistente que usa o computador por você
A startup Hark, de Brett Adcock, abriu o Hark Pro, com versão gratuita e plano pago, de acordo com o TechCrunch. Ele acessa e-mail, agenda, arquivos e cartões, e mostra numa janela pequena como o agente navega na web. A empresa promete privacidade e não venda de dados, mas o modelo foca em uso do computador, e ainda não está claro o que se perde em conhecimento geral.
Common Sense Media diz que o ChatGPT para adolescentes é um risco inaceitável
A ONG avaliou que os alertas aos pais falham e que o recurso ainda faz lição de casa, segundo o The Verge. A OpenAI contesta e diz que os testes podem ter começado antes de os controles parentais estarem ativos. A Common Sense mantém a conclusão. Se você tem filhos que usam o ChatGPT, não conte só com os alertas automáticos.