Trump quer barrar regulação pesada de IA nos EUA
Sriram Krishnan, assessor de tecnologia da Casa Branca que está de saída, confirmou ao Financial Times que a administração Trump vai se opor a qualquer forma de regulação centralizada de IA. A postura contraria diretamente o modelo adotado pela União Europeia com o AI Act, que cria obrigações por nível de risco e exige transparência dos sistemas mais poderosos.
O argumento da Casa Branca é de competitividade: amarrar as empresas americanas com regras pesadas enquanto a China e outros países avançam sem restrições seria um erro estratégico. Krishnan reconheceu que o backlash contra a IA está crescendo, mas defendeu que a resposta correta é mais inovação, não mais regulação.
Para quem usa ferramentas de IA no trabalho, a sinalização dos EUA significa que os principais modelos e plataformas vão continuar sendo desenvolvidos com menos restrições do lado americano. O Brasil, que está construindo seu próprio marco regulatório de IA, precisa decidir para qual direção vai olhar: o modelo europeu, mais restritivo, ou o americano, mais permissivo.
Por que importa: A escolha dos EUA de não regular pesado vai moldar quais modelos chegam ao mercado, com quais capacidades e com quais limites. Profissionais brasileiros que dependem dessas ferramentas precisam acompanhar como isso evolui, especialmente enquanto o Brasil define sua própria posição.
Este destaque faz parte da newsletter Limiar #99: IA assina looks de moda, Trump barra regulação e a guerra de detecção
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