Treinar IA virou disputa de poder dentro das empresas
Para treinar modelos de IA úteis ao negócio, as empresas precisam de algo que não compram no mercado: o conhecimento tácito dos seus funcionários. O Financial Times relata que gestores já perceberam que essa informação, hoje espalhada nas cabeças das equipes, precisa ser formalizada e transferida para os modelos. Quem detém esse conhecimento tem, de repente, uma alavanca de poder que não existia antes.
O movimento gera tensão em dois sentidos. Funcionários que colaboram com o treinamento podem ver seu conhecimento codificado e eventualmente substituível. Os que se recusam ficam com a bola na mão por mais tempo, mas também fora do processo de transformação da empresa. Não há resposta certa ainda, e as empresas que tentam apressar essa transferência sem negociação estão colhendo resistência.
Este destaque faz parte da newsletter Limiar #115: IA e poder no trabalho, o impostor sintético e o viés em contratações
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