O cliente vai descobrir que não precisa de você — e a culpa é da IA
O Financial Times publicou um retrato raro dos bastidores de Rutherford Hall, estrategista de comunicação corporativa — e o que ele revela é um temor que se espalha silenciosamente pelos escritórios de consultoria: a IA agora consegue entregar orientação estratégica no nível que era reservado a profissionais de alto valor. A frase que dá título ao artigo é dita com seriedade por um sócio sênior: "Não podemos deixar o modelo de IA assessorar os clientes. Eles podem concluir que não precisam mais de nós."
O dilema é duplo: quem não usa IA perde competitividade; quem usa, corre o risco de revelar ao cliente que boa parte do trabalho pode ser feita por um modelo. Grandes consultorias debatem internamente se devem esconder o uso de IA dos clientes ou transformá-lo em argumento de venda. Não há consenso — e a tensão deve se intensificar nos próximos meses.
Para profissionais brasileiros em advocacia, consultoria, finanças e assessoria, este é o centro do debate para os próximos dois anos. A pergunta não é mais se adotar IA, mas como fazê-lo sem se comodizar no processo.
Este destaque faz parte da newsletter Limiar #47 — Quando a IA vira seu concorrente direto
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