Accenture nas mínimas desde 2017: consultorias de TI no olho do furacão
As ações da Accenture caíram para o menor patamar desde 2017 enquanto o mercado tenta precificar o impacto da IA no modelo de negócios das grandes consultorias. A leitura do Financial Times é simples e brutal: se empresas conseguem automatizar análise, desenvolvimento e integração de sistemas com IA — o pão com manteiga da Accenture —, a demanda por consultores humanos cai. E a bolsa está precificando exatamente isso.
A história se repete do outro lado do mundo: a Samsung registrou crescimento no segmento de chips de IA, mas demitiu trabalhadores de TI em massa. O padrão é o mesmo em todo lugar: a IA cria valor em algumas pontas enquanto destrói empregos em outras. As consultorias globais — muitas com operações significativas no Brasil — estão no epicentro.
Por que importa: Se você trabalha em ou com consultorias de TI no Brasil, esse é o sinal mais claro de que o modelo de faturamento por hora humana está com os dias contados. As empresas que sobreviverem serão as que conseguirem vender resultados entregues por IA — não horas de consultores.
Este destaque faz parte da newsletter Limiar #83 — O trabalho júnior virou sênior, a Adobe entrou em tudo e a Accenture desabou
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