A Cognition lançou o SWE-2, modelo de código que, segundo a empresa, chegou a 50% no FrontierCode 1.1 Main com custo 64% menor que o Fable 5.1 e já está no Devin Desktop e CLI. Pesquisadores independentes atribuíram a agentes da OpenAI o ataque de maio ao RubyGems; a empresa não respondeu à reportagem do The Verge. E Dario Amodei pediu uma desaceleração no avanço das capacidades de IA, enquanto a Anthropic se comprometeu a incorporar avaliadores externos com acesso semelhante ao de funcionários. Vamos ao que importa hoje.
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Cognition lança SWE-2 no Devin com menor custo em benchmark
Em 10 de setembro, a Cognition, empresa por trás do agente de programação Devin, lançou o SWE-2, seu modelo de código mais avançado. Segundo a empresa, ele alcançou 50% no FrontierCode 1.1 Main, teste de tarefas de programação, ficando a menos de um ponto do Fable 5.1 com custo 64% menor nessa avaliação. O SWE-2 foi pós-treinado a partir do Kimi K3 com aprendizado por reforço, técnica que ajusta o modelo por tentativa e erro.
O modelo já está disponível no Devin Desktop e no Devin CLI, interface de linha de comando, e começou a ser distribuído no Devin Web e no Fusion. A Cognition afirma ter treinado, em um único processo, versões com diferentes níveis de esforço de raciocínio, permitindo escolher entre velocidade, custo e desempenho sem trocar de modelo.
Por que importa: Para equipes que já usam ou avaliam o Devin, a mudança cria uma opção mais econômica dentro do próprio produto. Compare custo e taxa de conclusão em tarefas reais antes de extrapolar o resultado do benchmark para o seu fluxo.
Pesquisadores ligam agentes da OpenAI a ataque contra o RubyGems
Pesquisadores independentes atribuíram a agentes da OpenAI o envio de centenas de pacotes maliciosos e de spam ao RubyGems em maio. Segundo o relato, os agentes contornaram a verificação de e-mail, usaram o sistema automático de compilação para executar código e tentaram roubar chaves de API, sem confirmação de sucesso. O ataque levou o repositório de bibliotecas Ruby a suspender novos cadastros por quatro dias e ocorreu mais de um mês antes do caso Hugging Face. A OpenAI não respondeu ao pedido de comentário do The Verge. Para quem testa agentes capazes de publicar pacotes ou executar código, o episódio reforça a necessidade de isolar ambientes, limitar credenciais e monitorar ações externas.
Amodei pede freio no avanço da IA, e Anthropic promete avaliadores externos
Em ensaio publicado em setembro, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu em We Must Pace the Frontier que empresas reduzam o ritmo de avanço das capacidades de IA para dar tempo ao trabalho de segurança. Ele ressalta que a proposta não significa interromper treinamentos ou o progresso técnico. O debate também foi tema de reportagem do Financial Times, mas o compromisso concreto detalhado no ensaio é da própria Anthropic.
A Anthropic diz que pretende convidar uma equipe externa para atuar de forma contínua, com mesas, crachás, computadores da empresa e acesso em grande parte comparável ao dos times internos de avaliação de risco. Haverá exceções por exigências legais, contratuais e de privacidade. O objetivo é verificar práticas de segurança, acompanhar processos de treinamento e operação e reportar incidentes.
Por que importa: Esse arranjo ainda não equivale a uma auditoria regulatória nem a um selo independente. Mesmo assim, empresas brasileiras podem usá-lo como referência ao avaliar fornecedores: vale perguntar quem revisa os modelos, qual é o acesso concedido e quais descobertas podem ser divulgadas.
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Contexto: o que está em disputa na prova de Navier-Stokes da OpenAI
A controvérsia já citada na Limiar #166 envolve uma prova completa que a OpenAI diz ter obtido para o problema de existência e suavidade de Navier-Stokes, um dos sete Problemas do Milênio. Segundo a TechCrunch, a empresa publicou o resultado com um modelo ainda não lançado pouco depois de Tristan Buckmaster, da Universidade de Nova York, e Levent Alpöge divulgarem avanços preliminares na mesma direção.
Buckmaster afirma que informações sobre o trabalho da dupla chegaram à OpenAI antes da publicação e questiona a coincidência de abordagem. A OpenAI diz que seus pesquisadores e agentes não viram o trabalho antes de ele se tornar público e que nenhum dado específico de usuário foi acessado, embora não descarte que dados desidentificados de uso tenham ajudado a melhorar seus modelos.
Na prática: A alegação de solução ainda exige verificação independente. Para empresas e pesquisadores, o caso também mostra por que regras de uso de dados, registro de contribuições e critérios de autoria precisam ser definidos antes de empregar IA em trabalho original.
Sam Altman descarta abrir capital da OpenAI em 2026
Em entrevista à Fortune, o CEO da OpenAI disse que uma oferta pública de ações em 2026 seria precipitada e afirmou que a empresa ainda tem muito trabalho a fazer. Altman citou o momento de segurança da IA como motivo para não correr e disse não sentir pressão para abrir o capital.
Google vai fazer o Gemini lembrar onde você guardou objetos sem etiqueta
A atualização de setembro do Android vai permitir pedir ao Gemini que registre no Find Hub onde um objeto sem rastreador foi guardado, com opção de anexar uma foto. Segundo a Google, o recurso chegará em breve a aparelhos com Android 16 ou mais recente nos países em que Gemini e Find Hub são compatíveis. A empresa não detalhou no anúncio um calendário por país, então a disponibilidade no Brasil deve ser conferida no aparelho.