O Google levou ao AI Mode o rastreamento de preços de voos em mais de 180 países, mas a reserva de hotéis começa só nos EUA. Grandes consultorias revisam o trabalho remoto de juniores porque a IA absorveu justamente as tarefas que os treinavam. E a Anthropic lançou um padrão para conectar modelos a equipamentos físicos, de braços robóticos a microscópios. No Radar: o Gemini Notebook passa a responder sobre livros comprados no Play Books e a OpenAI desenvolve um modo persistente para o Codex.
🔥 Top 3 do Dia
Google leva rastreamento de preços de passagens ao AI Mode; hotéis ficam restritos aos EUA
O Google adicionou novas funções de viagem ao AI Mode. Segundo o TechCrunch, usuários em mais de 180 países podem pedir que a ferramenta monitore preços de voos e receber um e-mail quando eles mudarem. O AI Mode também monta itinerários e mostra valores de voos e hotéis em pontos ou milhas.
A reserva de hotéis, porém, começa a ser liberada somente nos EUA e em inglês. O usuário conversa com o AI Mode, compara opções e pode concluir a compra com o Google Pay, mas a plataforma de reserva ou o hotel continua responsável pela transação e pelo atendimento.
Por que importa: Para quem organiza viagens de trabalho no Brasil, o rastreamento de voos é a novidade que já vale testar. Não conte ainda com a reserva de hotéis por aqui e confira preço, regras de alteração e política de reembolso antes de comprar.
Consultorias reforçam o presencial para treinar juniores na era da IA
Segundo reportagem do Financial Times, grandes consultorias estão revendo o trabalho remoto de analistas juniores à medida que a IA assume tarefas básicas antes usadas no treinamento, como levantamento de dados e primeiras versões de relatórios. Executivos ouvidos pelo jornal defendem mais contato presencial para desenvolver negociação, leitura de sala e relação com clientes.
A reportagem sugere uma troca no aprendizado inicial: se a IA absorve parte do trabalho técnico de entrada, empresas precisam criar outras oportunidades para que profissionais novos acompanhem decisões, clientes e colegas experientes.
Por que importa: Para líderes, vale observar se a automação está retirando tarefas que também ensinavam contexto. Mentoria, revisão conjunta e participação em reuniões podem compensar essa perda, presenciais ou não.
Anthropic lança padrão para agentes operarem equipamentos físicos
A Anthropic apresentou o Model Hardware Standard, um padrão para ligar modelos de linguagem a equipamentos do mundo real: braços robóticos, linhas de montagem, microscópios e instrumentos de laboratório. Ele é construído sobre o MCP, o protocolo que já conecta assistentes de IA a softwares, e estende a mesma ideia ao hardware. Segundo a Fortune, a promessa é reduzir de semanas para horas o trabalho de integrar um equipamento, e o padrão é agnóstico de modelo, funcionando também com sistemas da OpenAI e opções abertas.
Saiu como research preview, ou seja, versão de pesquisa e não produto pronto, e nem todo equipamento conecta de imediato, porque muitos não têm interface de programação. Entre os parceiros estão Universal Robots, Amazon Web Services, Genentech, Carnegie Mellon e Hugging Face. O exemplo que a empresa dá é um microscópio que procura moléculas sozinho, sem parar e sem operador.
Por que importa: Até aqui a discussão sobre agentes parava na tela. Se o padrão pegar, quem trabalha com laboratório, manutenção ou chão de fábrica passa a ter a mesma conversa que a área de software teve nos últimos dois anos, e vale começar a mapear agora quais equipamentos da sua operação têm interface de programação. É esse detalhe entediante que decide quem consegue automatizar e quem fica de fora.
📡 Radar
Gemini Notebook passa a responder sobre livros compatíveis comprados no Play Books
O Google adicionou ao Gemini Notebook o recurso Expert Intelligence, que leva livros compatíveis comprados no Google Play Books para o caderno. Segundo o The Verge, mais de 100 mil títulos serão aceitos no início. O usuário pode fazer perguntas e gerar planos, infográficos e podcasts com IA a partir do conteúdo, o que pode evitar a cópia manual de trechos.
OpenAI desenvolve modo persistente para o Codex
Código analisado pela Wired indica que a OpenAI desenvolve um recurso para o Codex continuar trabalhando de forma proativa até ser colocado em pausa. Ainda é uma função em desenvolvimento, não um lançamento anunciado. Se chegar ao produto, reduzirá a necessidade de novas instruções, mas exigirá limites claros, registro de ações e supervisão.