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Limiar #134: OpenAI pausa o Astra, gastos de IA fora de controle e como desligar o Gemini

8 de agosto de 2026·5 min de leitura

A OpenAI pausou o desenvolvimento do modelo Astra depois que ele demonstrou capacidade de executar ataques cibernéticos de forma autônoma. A Rippling criou uma ferramenta para rastrear gastos com IA após desperdiçar milhões sem medir retorno. E a Wired publicou um guia para desativar o Gemini no Gmail e no Google Docs.

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OpenAI pausa o modelo Astra por risco de ciberataques

A OpenAI anunciou que pausou as atividades internas de desenvolvimento do modelo Astra, um sistema ainda em fase experimental, depois de concluir que ele atingiu o que a empresa chama de limiar crítico de cibersegurança. Na prática, isso significa que o modelo demonstrou capacidade de identificar vulnerabilidades e executar ataques contra sistemas protegidos de forma autônoma, sem precisar de ajuda humana.

A decisão seguiu as novas diretrizes de segurança da OpenAI, que definem níveis de risco para modelos em desenvolvimento. Antes de retomar o projeto, a empresa precisará implementar salvaguardas (mecanismos de proteção e controle) capazes de impedir que o modelo use essas capacidades de forma não autorizada. Não há previsão de quando o desenvolvimento será retomado.

Por que importa: É a primeira vez que uma empresa de IA de grande porte pausa publicamente o desenvolvimento de um modelo por razões de segurança antes do lançamento. Para quem trabalha com segurança de dados ou infraestrutura de TI, isso é um sinal concreto de que os modelos estão ficando capazes de atacar sistemas reais. A questão prática para gestores: quais protocolos sua empresa tem caso um agente externo tente acessar sua rede?

Rippling desperdiçou milhões com IA e criou uma ferramenta para parar de gastar errado

A Rippling, empresa de software de RH (recursos humanos) e gestão corporativa, passou por um momento revelador: depois de investir milhões de dólares em ferramentas de IA em poucos meses sem medir o retorno, a companhia percebeu que não sabia o que estava pagando ou para quê. A resposta foi construir internamente o AI Spend Console, uma ferramenta que rastreia quanto cada funcionário e equipe gasta com IA, quais ferramentas estão sendo usadas e qual o retorno por usuário.

O produto foi lançado nesta semana para os clientes da Rippling. A ideia é tratar o gasto com IA da mesma forma que empresas já tratam licenças de software: com visibilidade centralizada, aprovações por hierarquia e alertas quando o uso sai do padrão esperado.

Por que importa: A maioria das empresas brasileiras que adotou IA nos últimos dois anos está exatamente nessa situação: pagando assinaturas dispersas sem saber qual ferramenta gera resultado. O AI Spend Console é o tipo de produto que surge quando o mercado amadurece. Se você ainda não tem um sistema rastreando o gasto de IA por funcionário na sua empresa, esse é o momento de criar.

Como desativar o Gemini no Gmail e no Google Docs

O Google passou a ativar o Gemini por padrão no Gmail e no Google Docs, inserindo barras de ferramentas e sugestões de escrita automáticas que aparecem mesmo para quem não pediu. A Wired publicou um guia passo a passo para desativar essas funcionalidades nas configurações de cada aplicativo.

No Gmail, é possível desabilitar o assistente de escrita acessando Configurações, depois Geral, e desativando as opções de sugestão com IA. No Google Docs, o caminho é Ferramentas, depois Opções do Gemini. Em contas corporativas (Google Workspace), o administrador da organização pode desativar o Gemini para todos os usuários de uma vez.

Por que importa: O modelo de ativação por padrão é uma tendência que vai continuar. Hoje é o Gemini no Google; a Microsoft já faz o mesmo com o Copilot no Office 365. Saber como desativar ferramentas de IA que você não quer ou que conflitam com o fluxo de trabalho da sua equipe é uma habilidade prática de gestão de ferramentas digitais.

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Lars Janér

Lars Janér — Empreendedor, investidor e entusiasta de IA. Construindo na fronteira entre tecnologia e negócios.

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